A diferença entre planejamento estratégico, operacional e administrativo

25-01-2009 22:11

  Não existe empreendimento que possa dar lucro e frutos de forma consistente e duradoura, sem uma considerável construção das suas linhas de planejamento nos vários níveis estruturais da empresa; estratégico, operacional e administrativo.
  O plano estratégico define aonde queremos chegar, e está é uma decisão crucial para a empresa. Pois define não só aonde iremos chegar como empreendimento, mas também como pretendemos chegar lá. Um plano é algo que tem começo meio e fim e o plano estratégico, nos serve como um guia, norteando nossas ações e idéias de forma a construir algo concreto em termos pessoais e empresariais.
  A fim de formalizá-lo e torna-lo prático, devemos fazer de nossa vida diária um “pensar estratégico”, deixando de pensar que existem momentos para se “pensar estrategicamente” e outros que não, um empreendedor sempre pensa estrategicamente, está em seu DNA. O processo de planejar estrategicamente nos leva a pensar em termos de estratégia nos níveis de cobrança pessoal e cobrança empresarial
  E dessa maneira é precisa pensar estrategicamente nossa vida, para conduzirmos ela aonde desejamos, ao invés de sermos levados pelas circunstâncias que nos tomam o controle dela. Conduzir e não ser conduzido deve ser o lema de alguém que sabe planejar seus passos, metas e objetivos.
  A realidade sempre está em constante mudança, portanto, planejar significa antecipar o futuro e ter consciência que na verdade não sabemos muito sobre tudo que envolve as questões que nos propomos a planejar, desta maneira, é importante criar uma troca de idéias com todos os envolvidos, por exemplo, se um dos cônjuges no casamento decide planejar sua vida, deve faz^-elo em conjunto com seu marido/esposa, pois a vida de ambos será influenciada pelas ações individuais. Caso seja uma empresa toda a equipe de um projeto deve estar ligada de alguma forma ao planejamento estratégico, pois novos pontos de vista podem surgir e a solução de problemas é facilitado por visões diferentes e inovadoras.
  Quando casamos, o nosso planejamento de vida muda, assim como quando abrimos um negócio em sociedade, para elaborar nossas políticas de vida ou de negócios, precisamos colocar a par e ouvir o que o cônjuge ou sócio tem a dizer e ajudar em nossas decisões.
  Existem muitas maneiras de planejar, vários modelos que podemos seguir e projetos que podemos elaborar e que guiarão nosso planejamento.   Temos de ter em mente quais são os valores envolvidos, qual a missão operacional que está disposto a seguir e entender as vocações e visões que nos são guias das ações, metas e objetivos propostos.
Inicialmente devemos fazer um diagnóstico, uma analise do individuo, para sabermos qual é a estratégia a ser adotada, para isso devemos realizar uma prospecção dos aspectos internos, uma análise ambiental do campo de atuação da empresa ou da pessoa e compreender as bases emocionais da mudança.
  O Prof. Dr. Martinho Isnard, nos diz que, ao contrário de vários autores que afirmam que devemos inicialmente definir os objetivos e depois as estratégias, devemos começar pelas estratégias então chegaremos aos objetivos.
  E com uma visão prática, devemos constatar a viabilidade de nossos objetivos traduzindo-os em valores monetários para podermos visualizar a sua viabilidade econômica, criando assim o fluxo de caixa operacional que pode tornar as idéias em realidade e dessa maneira determinar um cronograma e definir nossas próximas ações.
  Para isso é preciso analisar nossos valores, pois eles mudam a todo instante de nossas vidas, uns mais rapidamente que outros e sempre devemos refletir em cima deles. Buscando quais são importantes para nós, nossas vocações. Compreender os desafios e ter em mente qual a visão de futuro se quer ter para nossa vida. Mas fazendo isso de forma prática e palpável, colocando na forma escrita e simplificada, de forma a ser seguida e tê-la como norteador de nossa visão de vida.
  Também é preciso analisar os aspectos interiores e compreender quais deles a pessoa têm controle e buscar as estratégias e atividades que possam ser usadas em prol das metas e objetivos, de forma que possamos aproveitar nossos pontos fortes e competências, minimizando e anulando os pontos fracos, desenvolvendo respostas com menos custos e melhorando os processos, atacando com eficiência as necessidades de eficácia, atuando em cima dos fatores críticos de sucesso para que se possa entender melhor a missão proposta.
  Na análise ambiental vamos estar à par do que não temos controle, buscando a eficácia, uma preocupação com o futuro, com o campo de atuação e verificando se as atividades que executamos estão de acordo com as orientações necessárias.
  Mas uma das questões mais importantes que temos de ter em mente é que toda empresa/negócio, na verdade são atividades intimamente humanas, e que para atingirem satisfatoriamente as missões propostas, devem ser impulsionadas por aspectos emocionais. Devemos usar a favor do planejamento os principais impulsos da pessoa, medo agressão, afeto, para direcionar os impulsos para seguir a orientação que se alinhe a base emocional
  E em termos de realização de algumas grandes estratégias, é um bom planejamento uni-las e criar guias/sistemas para tomar as decisões de formas mais acertadas e afim de aitnigir o objetivo de forma mais eficiente.
  Em todo planejamento, também temos que determinar um grande objetivo com realizações concretas com um valor e data de conclusão, para assim deixar de ser um exercício mental/psicológico e torna-lo real e conclusivo para as estratégias desenvolvidas, criando ações reais, superando as dificuldades e traçando as relações de tempo e dinheiro necessárias para cumpri-las nos cronogramas elaborados. E isso é essencial em toda nossa vida.